Edson Erdmann conta como foi dirigir o acendimento da Pira Olímpica

Quem acompanhou a abertura dos jogos olímpicos Rio 2016, na sexta-feira (05), viu que além da Pira Olímpica no Maracanã, acesa por Vanderlei Cordeiro de Lima no final da cerimônia de abertura da Olimpíada, a chama que representa os jogos também esteve presente no centro do Rio. Coube a um garoto de 14 anos acender o fogo simbólico. E quem dirigiu as apresentações foi ninguém menos que o diretor da Histórias Incríveis, Edson Erdmann, que dirige o Natal Luz e o Festival de Cinema de Gramado.

Edson contou ao blog que foi chamado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), na quarta-feira, dois dias antes do acendimento da Pira Olímpica. “Peguei um avião às pressas para o Rio de Janeiro para dirigir esse espetáculo, que aconteceu em dois lugares. No Maracanã, em forma de show, e em frente à igreja da Candelária. Fui chamado porque, por mais simples que fosse, eles tinham que ter certeza que nada daria errado. Foi cogitado meu nome porque sempre entregamos as coisas bem, com qualidade e sem erro”, disse Erdmann.

O diretor artístico contou que um garoto de 14 anos, Jorge Gomes, que é atleta da Vila Olímpica da Mangueira, foi escolhido para acender a Pira na Candelária. A igreja da Candelária é um local simbólico, que há 23 anos foi palco de uma chacina de garotos

“Esse menino representa o futuro. Pela primeira vez numa olimpíada a Pira não ficou no local onde ocorrem os jogos. Essa parte do espetáculo de abertura da olimpíada, no Centro do Rio, foi a parte mais complicada e importante. Aqui aconteceu a transmissão para o mundo inteiro, vista por 4 bilhões de pessoas. Não podia dar nada errado”, salientou Edson.

Ele contou como inventou uma emoção para dois momentos. “O primeiro para a Pira dentro do Maracanã, que tinha toda uma história com o Guga, a Hotencia e o Vanderlei Cordeiro de Lima, que carregaram a tocha olímpica por último. O segundo momento lançava isso com a Candelária, onde o menino Jorge continuava o gesto desses atletas do Maracanã. Teve também uma corrida, uma grua que subia, uma Pira com movimento eólicos. O garoto correu, fez a homenagem de um aviãozinho, subiu na grua, que o levantou até em cima e, emocionado, Jorge Gomes ateou fogo na Pira”, relatou Erdmann.

O diretor continuou explicando que em seguida começaram os fogos de artifício. Para Edson, foi uma experiência fantástica participar da abertura dos jogos Rio 2016 e uma responsabilidade tremenda. “Cheguei dois dias antes para me reunir com a equipe e preparar o que devia ser feito. Mas graças a Deus deu tudo certo. Já estou voltando para Gramado para fazer o Festival de Cinema e o Natal Luz”, ressaltou Edson Erdmann.

Acendimento Pira Candelária

Foto: Mark Ralston / AFP

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *