Secretário se manifesta sobre autonomeação em concurso público

O secretário de Administração de Gramado, Júlio Dorneles (PT), se manifestou a respeito da notícia e das críticas que recebeu, pelo fato de ter se autonomeado, no cargo de professor de História, no último concurso público. Segue abaixo a nota do secretário, na íntegra:

“Em primeiro lugar não é uma questão de opinião. Opinião é o que alguns estão manifestando aqui, no momento em que revelam desconhecer boa parte, não só do estatuto do servidor público municipal, mas também da legislação que se aplica.

Como pessoa (o Julio sem o cargo de secretário municipal) o que posso dizer? Sou servidor estável há anos. Quanto a ter passado nos concursos públicos municipais de Gramado em 2011 e 2015, bem classificado, creio que é mérito e não demérito.

Quanto a ser chamado e tomar posse, era não só um direito meu, como uma necessidade, pois os atos que envolveram isso são tão éticos quanto legais. Agora, como Secretário Municipal da Administração em férias, o que posso dizer? O ato que nomeou o Julio foi idêntico ao que nomeou, ao longo do ano, mais de 30 professores e educadores infantis. Idêntico. Com as mesmas premissas legais e fáticas.

Quanto à legalidade, à forma etc. creio que não há qualquer senão. Também vale lembrar que os atos dos secretários, são atos de gestão, não são atos de vontade política ou pessoal. Caso paire alguma dúvida da legalidade, ou mesmo dos fundamentos éticos de qualquer ato de um secretário, o caminho não é esse aqui, nem qualquer rede social, mas o Ministério Público e o Judiciário.

É no mínimo estranho ver colegas questionando o mesmo ato que os chamou em 2017, principalmente. Mas faz parte da cultura de nossa atual sociedade, na qual muitos se colocam, sem qualquer bom senso, nos papéis, ao mesmo tempo de crítico social, promotor, juiz, ou mesmo justiceiro.

Quanto àqueles e àquelas ainda muito doloridos com a derrota no último pleito municipal, só desejo que assimilem oportunamente e olhem pra frente! Pensem mais em Gramado e nos gramadenses e menos nos cargos que perderam, afinal, até nossa vida, que é o que importa, é passageira. Eu só realmente confesso que não imaginava que para alguns doesse tanto”.

Júlio Dorneles

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