Todos querem ser vice do Nestor

O ex-prefeito de Gramado, Nestor Tissot (Progressistas), já está em pré-campanha. No último domingo (16), durante o almoço de encerramento do Festival de Cultura e Gastronomia, no Hotel La Hacienda, diversas pessoas o questionavam: “Nestor, quando você volta para a chefia do Executivo?”. Nestor sempre respondia: “Em 2020, se eu contar com o voto desta mesa”.

É inegável a preferência de Nestor como o candidato a prefeito de Gramado pelo Partido Progressista. A questão é: Quem será seu vice? O PP tem pela frente a missão de escolher bem o vice-prefeito, pois ele será o nome que o partido terá que investir como sucessor de Nestor Tissot, que já foi preparado por Pedro Bertolucci. Fora Tissot, o PP não possui nenhum nome de peso, com cacife suficiente para substituí-lo como candidato nas próximas eleições.

Dentro do quadro Progressista existem quatro nomes que disputam internamente para ser o vice de Nestor. São eles: Luia Barbacovi, Ubiratã Oliveira, Rafael Ronsoni e Rosi Ecker Schmitt. Além do atual presidente do partido, Bruno Coleto, que não admite a possibilidade, mas está no jogo.

Contudo, existem dois outros nomes que não possuem a vaidade de serem vice-prefeito. São dois empresários jovens que estão sendo bastante lembrados pela classe empresarial. São eles: Eduardo Zorzanello e Márcio Coracini. Estes dois não dependem da política, têm seus negócios bem estruturados e não pensam na hipótese de concorrerem na chapa majoritária. Pelo menos por enquanto.

Porém, muitos empresários os defendem como nomes ideais para concorrer ao lado do Nestor. Primeiro pela independência, segundo pela juventude, fator importantíssimo na escolha do sucessor de Tissot, terceiro pelo currículo. Zorzanello tem bom trânsito e experiência empresarial. Coracini tem perfil empreendedor e experiência política, pois foi um excelente secretário de Meio Ambiente na gestão passada, sendo responsável pela elaboração do Plano Municipal de Meio Ambiente, atualmente em vigor.

Lideranças Progressistas afirmam que Luia até pensa na possibilidade de ser o candidato a prefeito, mas no fundo sabe que perde fácil para Nestor numa disputa interna dentro do partido. Nesse caso, sonha em repetir a dobradinha Nestor-Luia. Ubiratã Oliveira não fala no assunto, mas fontes afirmam que ele defende seu nome como vice, afinal foi o vereador mais votado na última eleição. Já Ronsoni e Rosi são eternos rivais e cada um puxa brasa para si. Porém, dificilmente emplacariam seus nomes numa plenária partidária. Os dois têm telhado de vidro.

“É muito cedo ainda para discutirmos isso. Afinal, é preciso lembrar que há três anos Jeferson Moschen era o candidato a prefeito do PP. Onde está ele agora? Muita coisa pode acontecer ainda”, opinou um líder Progressista. Sem dúvida está cedo, mas as conversas e articulações já começaram. Resta saber se os vereadores vencerão a batalha e emplacarão algum deles como o vice, ou se os Progressistas apostarão no novo, no perfil empreendedor, seguindo a tendência do eleitorado que anseia por mudanças. No caso de Gramado, uma mudança familiar, a curto prazo, mas que pode fazer toda diferença a longo prazo. Mas esse cenário só será possível se o PP resolver disputar a Prefeitura de chapa pura, coisa que a maioria defende. Porém, se decidir por uma coligação, outros nomes deverão surgir.

 

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