Vereadores afirmam que falta d’água em Gramado é uma questão de calamidade pública

Mais uma vez os vereadores de Gramado repercutiram, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, desta segunda-feira, dia 12, a falta d’água generalizada na cidade. O assunto foi discutido e protestos foram feitos. Os vereadores afirmam que é uma questão de calamidade pública, mas nenhuma solução definitiva foi apresentada. Enquanto isso, os gramadenses continuam sofrendo sem água em suas casas e estabelecimentos comerciais.

O vereador Volnei da Saúde disse que o gerente da Corsan em Gramado, Neocir Zorzo, foi chamado na Câmara e passou uma informação totalmente vaga. “A Corsan diz que vem fazendo melhorias, mas não dá previsão de quando será restabelecido o abastecimento de água em Gramado”, salientou.

O vereador Ubiratã Oliveira afirmou que a comunidade “está de saco cheio de ouvir que o problema é das administrações anteriores, temos que olhar pra frente e encarar os problemas que estão atormentando a comunidade”.

“Quero que os vereadores puxem para si esse problema. A culpa dessa situação é dos políticos e não dos funcionários da Corsan. Os políticos não resolvem os problemas, não assumem suas responsabilidades. Os mais humildes que sofrem mais. São os que trabalham no comércio. É uma questão extremamente grave. A saúde começa por água potável e esgotamento sanitário. Sem isso é impossível ter saúde”, disse Ubiratã Oliveira.

Ele lembrou que em março do ano passado o diretor de expansão da Corsan, Marcus Vinicius Caberlon, prometeu investimentos de R$ 178 milhões nos próximos 4 anos. Prometeu também R$ 12 milhões em 2017 e não aplicou nada. “Caberlon veio inaugurar um reservatório com uma turma de políticos, dias antes da eleição, para fazer política. O reservatório não resolve porque a água não chega até ele. Precisamos pressionar a Corsan para atender nossa comunidade. É uma questão de calamidade pública não ter água. Não podemos aceitar mais esse discurso de anos e nada vem sendo feito. Nós vereadores já fizemos tudo que podíamos ter feito. Temos colocado pressão, fizemos moção de repúdio, já fomos em Porto Alegre, falamos com a gerência local. E continuaremos fazendo pressão”, colocou Ubiratã.

O vereador Luia Barbacovi falou que falta vontade política de quem comanda a Corsan para resolver o problema da falta de água em Gramado. “Há uma falta de visão dos administradores dessa companhia com nossa cidade. Se um governo estadual quer mostrar para o Brasil alguma coisa boa, deveria investir na nossa região. A questão política da Corsan é a grande culpada desse problema. A comunidade sofre por politicagem. Quem abastece o segmento turístico é o visitante e se ele chega e vê problemas no abastecimento de água e no saneamento, vai levar uma imagem negativa da cidade e isso nos trará problemas, deixando Gramado sem receber recursos importantes. Hotéis de grande porte estão sendo construídos e não temos água. Daí vem esse diretor de expansão da Corsan, Caberlon, e diz que não tinha diálogo com o município. Eu mesmo já fui diversas vezes na Corsan tentar resolver o problema. Mas só nos apresentam desculpas e nada de concreto”, pontuou Luia.

O vereador Professor Daniel afirmou que a Corsan não tem conseguido acompanhar o crescimento de Gramado. “É importante que a gente faça cobranças. O município tem feito isso. Existe uma ação civil pública no Ministério Público. O principal problema que temos hoje também é o esgotamento sanitário. Sugiro que façamos uma comitiva para levarmos ao governador eleito, Eduardo Leite, os problemas em relação a Corsan e a EGR, que são as duas companhias que mais nos dão problemas na nossa região. Os vereadores do MDB me desculpem, mas no governo Sartori essas duas companhias tem nos negado o diálogo, principalmente a EGR”, frisou Daniel.

Ele acrescentou que, segundo informou o gerente da Corsan aos vereadores, os problemas estão ocorrendo por conta de troca de equipamentos, mas não tem avisado a população. “Não quero trazer uma palavra de calamidade, mas a situação da falta de água vai piorar, pois estão fazendo obras para conter vazamentos na rede de distribuição de água. Chegamos a ter perda de 20% a 30% de água potável. É papel da Corsan avisar a comunidade sobre essas obras, até para que as pessoas se programem e racionem a água. É isso não tem sido feito”, completou o professor Daniel.

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