Corretores terceirizados do grupo WAM protestam em Gramado e Canela por falta de pagamento

Corretores  terceirizados do grupo WAM protestam em Gramado e Canela por falta de pagamento
Economia
- Créditos: Reprodução
Corretores terceirizados do grupo WAM protestaram durante a semana por conta da falta de pagamento, em Gramado e Canela. Os profissionais foram até a sede da rede hoteleira Laghetto, que até então era sócia do grupo WAM na comercialização do empreendimento Golden, lançado na cidade gaúcha em 2017.
O grupo WAM divulgou uma nota onde confirma os atrasos, mas alega "que vem sendo alvo de ganância de seus sócios nos empreendimentos em Gramado, capitaneados por um CEO da Laghetto (ex-WAM), os quais cegos pela busca de maior lucro, decidiram romper a parceria".
O grupo WAM afirma também que a Laghetto decidiu por conta própria rescindir os contratos de comercialização, gestão e clube de vantagens, para eles próprios constituírem uma nova empresa e assumirem tais atividades, e que desde então estão retendo os pagamentos devidos ao grupo WAM e seus corretores, como forma de revanchismo.
Além disso, segundo a nota, os corretores ligados ao grupo WAM estariam sendo assediados a migrarem para a nova empresa por eles constituídas (LGM). Por fim a WAM explicou que desde dezembro de 2022, a nova empresa já estava retendo os pagamentos, e que arcou com os próprios recursos o repasse aos corretores. O grupo também confirmou que faria o pagamento em atraso aos corretores e que buscará brevemente a interrupção das ilicitudes praticadas pela LGM.
Os corretores emitiram uma nota explicando o motivo da revolta. Confira abaixo:
Nos últimos dias, vem sendo veiculadas notícias e até a realização de manifestações de corretores que vendem frações imobiliárias em Gramado e região. O motivo é a falta de pagamento de comissões e o caso vem ganhando repercussão. 
Mas afinal, o que de fato está acontecendo? Pois bem, ontem, a empresa WAM, gigante do setor que estava até o momento no olho do furacão, sendo acusada de calote por pura má fé, soltou nota oficial revelando um cenário surpreendente e digno de filme. A nota expõe em português claro uma verdadeira conspiração de sócios locais (rede hoteleira Laghetto, Athivabrasil, GG Imóveis e Gammapart Holding) aliados a construtora ABL de Goiás, também sócia, para literalmente roubar a atividade de comercialização da WAM – Detentora da expertise que entrega resultados – para uma nova empresa constituída por estes mesmos sócios (LGM), tendo como agente operador um ex-funcionário da própria WAM.
A tática utilizada foi a retenção arbitrária e injustificada dos valores devidos a WAM pela comercialização há seis meses, que mesmo sem receber tais valores realizou os pagamentos que, pelo numero de corretores, deve ser alto. O impacto desta prática extrapola a concorrência desleal, beira o crime (se não o for) e vai muito além do interesse comercial. Centenas de pessoas (e suas famílias) que trabalharam estão sendo literalmente socorridas por quem eles pensavam ser, até o momento, seu algoz. Afinal, mesmo com atraso e diante de tamanho desafio, os pagamentos ocorreram pela WAM.
Além de todo o desgaste com os corretores, a tática utilizada gerou problemas aos empreendimentos que provocaram o vencimento antecipado de dívidas que podem custar a perda do controle dos hotéis! Um verdadeiro tiro de grosso calibre no pé.
A verdade sempre vem à tona. Cabe aos envolvidos buscá-la e questionar quem de fato é o responsável. É indiscutível que a atividade empresarial promovida pela WAM na região trouxe prosperidade para muitas pessoas, viabilizando um meio de vida que proporciona renda expressiva. Sem essa atividade, é difícil crer que toda essa força de trabalho consiga manter o mesmo nível de renda se permanecer na região", finaliza a nota.