Terceira vítima de atropelamento na ERS-115 morre no hospital e caso passa a ser tratado como triplo homicídio

Morreu nesta terça-feira (24) o ciclista Isac Emanuel Ribeiro da Silva, 35 anos, terceira vítima do atropelamento ocorrido na manhã de sábado (21), na ERS-115, em Três Coroas, no Vale do Paranhana. Ele estava internado em estado grave no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas.
Isac pedalava ao lado da esposa, Clarissa Felipetti, 38 anos, e de Fernanda Mikaella da Silva Barros, 34. As duas morreram ainda no local. O grupo realizava um trajeto ciclístico de cerca de cem quilômetros pela região.
Prisão e indiciamento
Com a confirmação da morte, a investigação passa a apurar três homicídios dolosos no trânsito. A Polícia Civil sustenta que houve dolo eventual, tese acolhida pela Justiça ao converter a prisão em flagrante do motorista em preventiva na noite de domingo (22).
O condutor foi identificado como José Carlos Almeida Bessa, 42 anos. Ele fugiu sem prestar socorro, mas foi localizado após a placa do veículo permanecer entre os destroços na rodovia. Bessa foi preso em casa, em Três Coroas, ainda no sábado.
Segundo a Polícia Civil, o teste do bafômetro apontou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que caracteriza crime de trânsito. Os investigadores também confirmaram que ele não possuía habilitação, embora o carro estivesse registrado em seu nome.
Após ser preso, o motorista optou por permanecer em silêncio.
Nota da defesa
A advogada Camila Schmorantz, responsável pela defesa durante a audiência de custódia, divulgou nota na segunda-feira (23). No texto, afirmou que a defesa está comprometida em assegurar que os fatos sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei, buscando afastar qualquer tipo de dolo.
A advogada manifestou respeito e solidariedade s famílias das vítimas Sissa e Fernanda, reconheceu a gravidade do ocorrido, declarou que está em orações pela recuperação de Isac e ressaltou que o processo judicial é o espaço legítimo para a análise das circunstâncias, provas e responsabilidades. Também afirmou que julgamentos precipitados podem comprometer a busca pela verdade real e a correta aplicação da justiça, acrescentando que o cliente estaria arrependido e que a defesa seguirá colaborando com as autoridades.
Manifestação da empresa
A imobiliária Subli Imóveis, da qual Isac era sócio, também publicou comunicado nas redes sociais. A empresa informou, com profundo pesar, o falecimento do sócio, amigo e colega, destacando que, mesmo em comunicado formal, sentia a necessidade de expressar a dor pela perda.
A nota descreve Isac como homem íntegro e generoso, pai exemplar, esposo dedicado e amigo leal, afirmando que sua partida deixa um vazio imenso. A imobiliária declarou ainda que seguirá honrando sua história, seus valores e tudo o que construiu, manifestando sentimentos família e aos amigos.
A Polícia Civil segue com a coleta de provas e diligências para concluir o inquérito.