Consórcio liderado por empresa de Brasília fica em primeiro na licitação do aeroporto de Vila Oliva

Consórcio liderado por empresa de Brasília fica em primeiro na licitação do aeroporto de Vila Oliva
Turismo
- Créditos: Porthus Júnior/ Agencia RBS

A licitação para a construção do futuro aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul, teve o resultado preliminar divulgado na manhã desta terça-feira (17), com liderança de um consórcio encabeçado pela Construtora Artec S.A., de Brasília.

O grupo — formado também por Eterc Engenharia Ltda e Boqueirão Desmonte em Rocha, de Estrela — alcançou nota final de 81,10. No detalhamento, obteve 73 pontos na avaliação técnica e pontuação máxima no critério preço, ao apresentar proposta de R$ 145,7 milhões, valor abaixo do orçamento estimado de R$ 146,3 milhões.

Na segunda colocação aparece o consórcio liderado pela Terracom Construções Ltda, de Cubatão (SP), com nota final de 80,75. Apesar de ter apresentado o menor preço entre as concorrentes, cerca de R$ 143 milhões, o grupo teve desempenho técnico levemente inferior, o que impactou a classificação final. Também integram o consórcio a RGS Engenharia, de Porto Alegre, e a Talude Construções, de Barueri (SP).

A empresa Porto Beton S.A., de Nova Santa Rita, ficou em terceiro lugar, com 51,46 pontos, distante das duas primeiras colocadas.

Duas empresas acabaram desclassificadas no processo. A Conserva de Estradas Ltda, de Minas Gerais, apresentou proposta cerca de R$ 30 milhões acima do valor de referência e não pontuou no critério preço. Já a REM Construções Ltda, de Flores da Cunha, não atingiu os requisitos técnicos mínimos exigidos no edital. As notas finais foram de 39,55 e 29,92, respectivamente.

O resultado ainda não é definitivo. O processo entra agora na fase de recursos e análise de documentação complementar. A expectativa da Secretaria de Planejamento é de que essa etapa seja concluída em aproximadamente uma semana. Depois disso, o resultado precisa ser homologado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, antes da assinatura do contrato.

A Artec está em recuperação judicial desde 2019, condição que, pela legislação, não impede a participação em licitações nem a contratação com o poder público, desde que cumpridos os requisitos legais. A RGS Engenharia, integrante do consórcio segundo colocado, também se encontra na mesma situação.

O desempenho dos consórcios nas primeiras posições reforça uma tendência desse tipo de obra: a união de empresas para ampliar capacidade técnica e operacional, além de aumentar a competitividade nos preços. Com o resultado preliminar definido, o projeto do aeroporto avança mais uma etapa, mas ainda depende da conclusão dos trâmites legais para sair do papel.